Pandemia ainda deixa “fatura alta” para a cadeia produtiva de óleo e gás

Apesar de novos ventos soprarem sobre o mercado do petróleo nacional, diante das perspectivas de investimentos anunciados pela

Apesar de novos ventos soprarem sobre o mercado do petróleo nacional, diante das perspectivas de investimentos anunciados pela Petrobras, a cadeia produtiva de óleo e gás de Macaé ainda luta para pagar uma “fatura alta” imposta pela nova realidade criada pela pandemia.

No compasso gradativo de recuperação dos efeitos da queda do mercado offshore registrada no país e no mundo em 2014, o setor que representa o principal pilar da economia local sentiu mais um balde de água fria em março deste ano, diante das restrições impostas pelo ritmo acelerado de contágio do Coronavírus na cidade.
No momento em que as empresas avaliavam novos contratos e iniciavam contratações, portas precisaram ser fechadas e a rotina de trabalho foi alterada para o home-office, uma dinâmica instável devido a ruptura de um modelo de atendimento que não se aplica especialmente a áreas de prestação de serviços.
Somado a isso, as empresas passaram a atuar com equipes reduzidas, seja por conta das necessidades de restrições isolamentos, seja pelo índice crescente de pessoas contaminadas na cidade, o que gerou um custo extra, em uma fase de caixa baixo.
Diante das medidas determinadas pelos órgãos de saúde municipal, as empresas passaram a custear exames para a retomada dos atendimentos presenciais, sem falar nos custos para manter colaboradores afastados sob diagnósticos clínicos para o COVID-19.
Além disso, a falta de insumos e serviços complementares, importantes para a dinâmica do setor, também gerou impactos que eleva a fatura cobrada pela pandemia.
Para recuperar o ritmo, a cadeia produtiva de óleo e gás aposta nas perspectivas da Petrobras, mas recorrem a iniciativas de instituições empresariais locais, como a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Sebrae e a Rede Petro-Bacia de Campos, além da Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para garantir o acesso a debates e mobilizações importantes para tornar realidade a retomada da indústria de óleo e gás a partir de 2021.
Endividamento e custos extras em fase de recessão criam desafio maior para a retomada do setor

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