Reuniões celebraram parceria

ACIM mobiliza instituições para enfrentar a “pandemia social”

Em nível de escala, os índices crescentes do contágio local do Coronavírus causam efeitos significativos no cotidiano de

Em nível de escala, os índices crescentes do contágio local do Coronavírus causam efeitos significativos no cotidiano de Macaé. Após os impactos na Saúde e na Economia, o município entra na “terceira onda” de alastro da doença, que passa a gerar a chamada Pandemia Social. E a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) assumiu a linha de frente de mobilizações que visam reverter esse quadro, prestando auxílio a quem sente na pele as perdas financeiras e de dignidade.
Diante de um cenário que causa interferências diretas no coração do comércio de Macaé, a ACIM provocou o poder público, autoridades de segurança e os representantes de instituições responsáveis por defender os direitos e acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, para construir uma rede de assistência que começa nas ruas e pretende chegar até as famílias carentes.
Dados repassados por essas instituições indicam que a equação Desemprego+Escolas Fechadas, causadas pela pandemia do Coronavírus, geram uma triste realidade: o número crescente de menores em situação de pedintes ou de vendedores de doces em semáforos.
No Calçadão da Avenida Rui Barbosa, a abordagem desses menores, motivada por adultos também presentes na região, despertou a atenção de associados da ACIM.
A partir disso, as secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Ordem Pública, o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente (CMDDCA) e o comando do 32º Batalhão da Polícia Militar, foram acionados para garantir, não apenas a assistência a todos que estão em situação de pedintes, mas assegurar que tenham também a chance de retornar ao convívio seguro junto as suas famílias.
Neste Natal, a ACIM doará 80 cestas básicas a famílias das mais de 120 crianças que foram agraciadas com os brinquedos doados pela Campanha do Natal Solidário, que neste ano contou com o apoio da Unimed Costa do Sol.
A Associação se comprometeu a dar continuidade a essas doações, as famílias das crianças e adolescentes que estão nas ruas. Além disso, a ACIM se comprometeu também a criar um banco de empregos, com a identificação de vagas de trabalho entre os associados, para absorver parte dessas famílias que foram impactadas pelo desemprego causado pela pandemia.
“Nós vamos unir forças para que possamos acolher essas crianças e adolescentes, para evitar infrações e desordem. O comércio do centro da cidade registra o impacto desta questão social. E todos nós queremos contribuir para melhorar essa realidade”, afirmou Olavo da Silva Pinheiro Júnior, diretor e próximo presidente da ACIM na gestão 2021.
A diretora da Associação, Márcia Costa, também defendeu a iniciativa.
“Nós precisamos oferecer uma oportunidade de atender, acolher e melhorar as condições de vida desses menores”, afirmou.
O presidente da ACIM, Francisco Navega, apontou que as iniciativas sociais sempre serão um marco na história da Associação.
“A nossa contribuição por Macaé também está em nosso compromisso de permanecer atentos às demandas sociais da cidade. Precisamos resgatar a dignidade dessas famílias, em um trabalho de união e de solidariedade”, disse.
Reuniões celebraram parceria
Instituições debateram efeitos da pandemia social

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