A presidência da ACIM prestou hoje (21) homenagem póstuma a Deuler Esteves da Silva, fundador da empresa Polar Componentes.
Pioneiro na fundação da cadeia de fornecedores para a indústria de óleo e gás instalada em Macaé, Deuler foi escolhido pela Diretoria da ACIM para ser o homenageado deste ano com a entrega da Medalha Lacerda Agostinho. Mas, em virtude da pandemia do Coronavírus, a solenidade que marca também as comemorações pelo Dia do Empresário Brasileiro (10 de Outubro) foi adiada.
Por complicações de saúde, Deuler faleceu no último dia 11 de novembro.
A homenagem póstuma foi prestada pelo presidente da ACIM, Francisco Navega, a Emerson Esteves, filho de Deuler, diretor da Polar Componentes e também ex-presidente da ACIM.
“A memória do senhor Deuler está viva na construção de uma cidade forte, capaz de atender com excelência um mercado pujante de alcance internacional. Sua contribuição com Macaé, através de geração de empregos e de iniciativas sociais, nunca será esquecida”, destacou Navega.
História do Homenageado
Deuler Esteves da Silva nasceu em Minas Gerais, na cidade de Paraobeba, em 08/10/1944, e faleceu dia 10/11/2020. Era filho do Sr. Joaquim Esteves da Silva e Dona Francisca Araújo Esteves, que tiveram ao todo treze filhos, dos quais nove chegaram à idade adulta.
Seu pai Sr. Joaquim era empreendedor tendo tido padarias e migrado em busca de melhores perspectivas de vida para sua família, tendo finalmente chegado à cidade de São Paulo nos anos 50, onde se estabeleceu.
No início da indústria automobilística no Brasil, Deuler foi selecionado para estudar como aprendiz de mecânico na recém construída fábrica de caminhões da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, onde após os anos de curso técnico com instrutores alemães e brasileiros teve seu primeiro emprego, e adquiriu conhecimentos que o nortearam por toda a sua vida.
Trabalhou também na Villares, American Equipamentos e Tema-Terra Maquinaria, nessas como mecânico de guindastes, profissão que o trouxe para Macaé periodicamente de 1978 a 1980 durante a adaptação do Porto de Imbetiba para as operações de apoio Offshore.
Em 29 de dezembro de 1980, com o porto de Imbetiba já em operação, veio para Macaé com a família, sua esposa Dona Maria Alice Rodrigues Esteves, com quem se casou há 50 anos em 06/12/1969, e seus dois filhos, Evandro e Emerson Rodrigues Esteves da Silva. Deuler chefiou diversos times de manutenção e foi responsável por inúmeros contratos de guindastes, tanto no Pier da Petrobrás quanto em diversas plataformas da Bacia de Campos até a sua aposentadoria, no início dos anos noventa.
Em 1991, fundou a empresa individual Deuler Esteves da Silva ME, que foi sucedida no ano seguinte pela POLAR, com a entrada de seus filhos na sociedade, primeiro Evandro em 1992 e depois Emerson em 1995.
Na Polar Deuler replicou seus valores pessoais e da família, como o respeito com que trata a todos, a seriedade e responsabilidade com que conduz os negócios, a preocupação com o bem-estar de todos, a começar pelo círculo mais próximo e expandindo por toda a sociedade.
Deuler soube manter a família unida em torno dos negócios, e sempre foi o Norte para seus filhos. Graças a ele, a Polar se estruturou e expandiu inclusive para fora do Brasil, tornando-se uma referência na distribuição de componentes para a indústria offshore.
Até sua internação Deuler continuou muito ativo em suas atividades, mesmo tendo que conciliar com os cuidados de sua saúde e de sua esposa Maria Alice. Esteve sempre à postos para ajudar qualquer um que lhe pedisse ajuda, com muito carinho e dedicação.


Em nível de escala, os índices crescentes do contágio local do Coronavírus causam efeitos significativos no cotidiano de Macaé. Após os impactos na Saúde e na Economia, o município entra na “terceira onda” de alastro da doença, que passa a gerar a chamada Pandemia Social. E a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM) assumiu a linha de frente de mobilizações que visam reverter esse quadro, prestando auxílio a quem sente na pele as perdas financeiras e de dignidade.
Diante de um cenário que causa interferências diretas no coração do comércio de Macaé, a ACIM provocou o poder público, autoridades de segurança e os representantes de instituições responsáveis por defender os direitos e acolher crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, para construir uma rede de assistência que começa nas ruas e pretende chegar até as famílias carentes.
Dados repassados por essas instituições indicam que a equação Desemprego+Escolas Fechadas, causadas pela pandemia do Coronavírus, geram uma triste realidade: o número crescente de menores em situação de pedintes ou de vendedores de doces em semáforos.
No Calçadão da Avenida Rui Barbosa, a abordagem desses menores, motivada por adultos também presentes na região, despertou a atenção de associados da ACIM.
A partir disso, as secretarias municipais de Desenvolvimento Social e Ordem Pública, o Conselho Tutelar, o Conselho Municipal de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente (CMDDCA) e o comando do 32º Batalhão da Polícia Militar, foram acionados para garantir, não apenas a assistência a todos que estão em situação de pedintes, mas assegurar que tenham também a chance de retornar ao convívio seguro junto as suas famílias.
Neste Natal, a ACIM doará 80 cestas básicas a famílias das mais de 120 crianças que foram agraciadas com os brinquedos doados pela Campanha do Natal Solidário, que neste ano contou com o apoio da Unimed Costa do Sol.
A Associação se comprometeu a dar continuidade a essas doações, as famílias das crianças e adolescentes que estão nas ruas. Além disso, a ACIM se comprometeu também a criar um banco de empregos, com a identificação de vagas de trabalho entre os associados, para absorver parte dessas famílias que foram impactadas pelo desemprego causado pela pandemia.
“Nós vamos unir forças para que possamos acolher essas crianças e adolescentes, para evitar infrações e desordem. O comércio do centro da cidade registra o impacto desta questão social. E todos nós queremos contribuir para melhorar essa realidade”, afirmou Olavo da Silva Pinheiro Júnior, diretor e próximo presidente da ACIM na gestão 2021.
A diretora da Associação, Márcia Costa, também defendeu a iniciativa.
“Nós precisamos oferecer uma oportunidade de atender, acolher e melhorar as condições de vida desses menores”, afirmou.
O presidente da ACIM, Francisco Navega, apontou que as iniciativas sociais sempre serão um marco na história da Associação.
“A nossa contribuição por Macaé também está em nosso compromisso de permanecer atentos às demandas sociais da cidade. Precisamos resgatar a dignidade dessas famílias, em um trabalho de união e de solidariedade”, disse.
Reuniões celebraram parceria
Instituições debateram efeitos da pandemia social


A campanha Natal Solidário da ACIM atende, neste ano, o pedido de 120 crianças que receberão a partir desta terça-feira (15) os presentes pedidos nas cartinhas endereçadas ao Papai Noel.
E com o apoio dos associados e a doação da Unimed Costa do Sol, 54 famílias da cidade também serão beneficiadas e poderão viver no dia 24 uma noite de Natal especial.
Além de brinquedos, roupas, material escolar, sapatos, bicicleta, produtos de higiene e beleza, a ACIM entregará também 80 cestas básicas, adquiriras graças a contribuição dos “padrinhos”, associados e parceiros da instituição que vivdm verdadeiramente o espírito do Natal.
“Encerrar 2020 com um gesto tão especial é acreditar sempre que, por mais que as coisas pareçam difíceis, é possível fazer o bem e pensar no próximo. Me orgulho de fazer parte de uma Associação que entende e cumpre o seu compromisso social pensando sempre em fazer a diferença na vida de todos nós”, destaca o presidente da ACIM, Francisco Navega.
Parte das cestas básicas compradas com as doações da Unimed e de associados, será direcionada a igrejas da cidade que realizam trabalhos sociais com famílias carentes.



Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (14), o presidente da ACIM, Francisco Navega e o comandante do 32º Batalhão da Polícia Militar (BPM), o tenente-coronel Fábio Corrêa, discutiram ações que possam elevar a segurança pública na região central da cidade.

A partir de quarta-feira (16), a região próxima ao Calçadão da Avenida Rui Barbosa contará com o reforço da presença de Policiais Militares a pé, que atuarão junto as equipes que já realizam rondas em viaturas e quadriciclos. Essa estratégia se estenderá até o dia 24 deste mês.
A estratégia atende a solicitação apresentada pela ACIM, também representada na reunião através da participação da diretora Márcia Costa.
“Já definimos ações que reforçarão a segurança na região central, que registra o aumento de circulação de pessoas neste período do ano”, disse o comandante.
O presidente da ACIM reforçou o pedido apresentado pelos empresários do comércio da cidade, quanto a registro de furtos e assaltos na região.
“A presença da Polícia nessa área ajuda a elevar a sensação de segurança, tanto para os comerciantes, quando para os nossos clientes. E isso é fundamental para assegurar as vendas de fim de ano”, destacou Navega.
A PM propôs também reunião com a secretária municipal de Ordem Pública para integrar os agentes da Guarda Municipal e da Mobilidade Urbana no patrulhamento da área comercial da cidade.
“Essa iniciativa ajuda o comerciante que permanece na região central da cidade, em um momento fundamental para a recuperação das vendas”, apontou Márcia.
O encontro contou também com a participação dos representantes do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Macaé, Patrick Moraes, e da Guarda Municipal, Cardoso.


Apesar de novos ventos soprarem sobre o mercado do petróleo nacional, diante das perspectivas de investimentos anunciados pela Petrobras, a cadeia produtiva de óleo e gás de Macaé ainda luta para pagar uma “fatura alta” imposta pela nova realidade criada pela pandemia.

No compasso gradativo de recuperação dos efeitos da queda do mercado offshore registrada no país e no mundo em 2014, o setor que representa o principal pilar da economia local sentiu mais um balde de água fria em março deste ano, diante das restrições impostas pelo ritmo acelerado de contágio do Coronavírus na cidade.
No momento em que as empresas avaliavam novos contratos e iniciavam contratações, portas precisaram ser fechadas e a rotina de trabalho foi alterada para o home-office, uma dinâmica instável devido a ruptura de um modelo de atendimento que não se aplica especialmente a áreas de prestação de serviços.
Somado a isso, as empresas passaram a atuar com equipes reduzidas, seja por conta das necessidades de restrições isolamentos, seja pelo índice crescente de pessoas contaminadas na cidade, o que gerou um custo extra, em uma fase de caixa baixo.
Diante das medidas determinadas pelos órgãos de saúde municipal, as empresas passaram a custear exames para a retomada dos atendimentos presenciais, sem falar nos custos para manter colaboradores afastados sob diagnósticos clínicos para o COVID-19.
Além disso, a falta de insumos e serviços complementares, importantes para a dinâmica do setor, também gerou impactos que eleva a fatura cobrada pela pandemia.
Para recuperar o ritmo, a cadeia produtiva de óleo e gás aposta nas perspectivas da Petrobras, mas recorrem a iniciativas de instituições empresariais locais, como a Associação Comercial e Industrial de Macaé (ACIM), Sebrae e a Rede Petro-Bacia de Campos, além da Federação da Indústria do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), para garantir o acesso a debates e mobilizações importantes para tornar realidade a retomada da indústria de óleo e gás a partir de 2021.
Endividamento e custos extras em fase de recessão criam desafio maior para a retomada do setor

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